Notícia

Cuidado com essa pinta!

O câncer de pele é o câncer que mais afeta pessoas no mundo, cerca de 25% dos casos. E o mais perigoso câncer que você pode ter também é de pele!

O câncer de pele é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Dr. Gilvan Alves, especialista há mais de 20 anos e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatológica explica: “Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele. O médico especialista em dermatologia é quem está à frente na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do problema.”

O Melanoma é o câncer mais agressivo que uma pessoa pode ter. Ele aparece sutilmente como uma pinta, um sinalzinho, que deve ser observado. Para auxiliar os pacientes a verem quais pintas eles precisam prestar atenção, foi desenvolvido o ABCDE do Melanoma.

A – assimetria: pinta ou sinal que você não tinha que vai aumentando
B – borda: a pinta é irregular(lembra um mapa geográfico)
C – cor: variação de cor dentro
D – diâmetro: maior que 0,5 centímetros
E – evolução: mudança de aparência

É muito importante observar sua pele diariamente. Se observar esses sinais é altamente indicado que procure um dermatologista rapidamente. Porém mesmo sem sinais aparente é recomendada a visita periódica ao médico especialista, pois as vezes a pinta pode surgir em um local de difícil diagnóstico, como couro cabeludo ou dentro da boca, por exemplo.

Pessoas com a pele clara têm mais propensão a desenvolverem o Melanoma, mas a doença pode manifestar-se em todos os tons de pele. “O Melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar”, detalha Dr. Gilvan.

Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de metástase para outros órgãos e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Casos de melanoma metastático, em geral, apresentam pior prognóstico e dispõem de um número reduzido de opções de tratamento.

A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

Felizmente, o Melanoma é o tipo menos frequente dentro os cânceres de pele. O que mais atinge as pessoas é o CBC, ou Carcinoma Basocelular, que surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Tem baixa letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce. E mais frequente no rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas, partes do nosso corpo mais expostas ao sol diariamente. Geralmente ele aparece como uma pápula, um pequeno nódulo, com aspecto perolado, que vai crescendo e geralmente se transforma em uma úlcera. Por isso, aquela ferida que não cicatriza precisa ser avaliada por um dermatologista.

O segundo mais prevalente é o CEC, Carcinoma Espinocelular, que se manifesta nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Assim como outros tipos de câncer da pele, a exposição excessiva ao sol é a principal causa do CEC, mas não a única. Alguns casos da doença estão associados a feridas crônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou à radiação. Geralmente ele se apresenta como uma verruga, em crianças verrugas são normais, mas uma verruga em um adulto precisa de atenção.

Seja qual for sua rotina, não deixe de se olhar e se cuidar. Preste atenção no seu corpo e nunca protele uma consulta médica!